sábado, 27 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Leveza

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.

E a cascata aérea
de sua garaganta,
mais leve.

E o que se lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.

E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.


Cecília Meireles

La Nuit étoilée, Cyprès et village




Van Gogh

sábado, 20 de junho de 2009

lembrete

O mês de junho vai ser bem especial pra quem curte blues. Além das tradicionais apresentações abertas ao público no Mercado Joaquim Távora, aos sábados, teremos também a Casa do Blues no Amicis, nas quintas-feiras!

***Casa do Blues no Mercado Joaquim Távora (Sábados, 18h, GRÁTIS):

- 13/junho - Kazane;
- 20/junho - El Mocambo (PE);
- 27/junho - Clínica Tobias (PI)/Jefferson Gonçalves (RJ).

***Casa do Blues no Buoni Amicis (Quintas-feiras, 21h, R$10,00) (MULHER ATÉ 22h ENTRA DE GRAÇA!):

- 18/06 - El Mocambo (PE);
- 25/06 - Felipe Cazaux;

O Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) também está com uma programação especial GRATUITA voltada ao Blues, no mês de junho:

- 17/06, 17h - Marcelo Justa e a História do Blues (CE);
- 17/06, 18:30h - Black Dog (RJ);
- 18/06, 17h - Black Dog (RJ);
- 18/06, 18:30h - El Mocambo (PE);
- 24/06, 17h - Felipe Cazaux (CE);
- 24/06, 18:30h - Jefferson Gonçalves (RJ);
- 25/06, 16h - Clínica Tobias Blues (PI);
- 25/06, 17h - Jefferson Gonçalves (RJ);
- 25/06, 18:30h - Big Joe Manfra (RJ);
- 27/06, 16h - Artur Menezes (CE);
- 27/06, 17h - Big Joe Manfra (RJ).

http://www.casadoblues.com.br/

quinta-feira, 18 de junho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

por Nizan Guanaes

(...)
Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito'.
É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio .
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso...

Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute.
Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider, não dê férias a seus pés.
Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: 'eu não disse!', 'eu sabia!'.

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo : trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata.
Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama SUCESSO.

"A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas
aquilo em que ele nos transforma." (John Ruskin)

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domingo, 7 de junho de 2009

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Tomo a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!


Florbela Espanca

MiGuXeiToR



TRaDUTOR ONlIne dI porTUGUEixXx PraH miguXxEIx

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Fabuloso destino de Amélie Poulain

Ciência e Política

“Pessoalmente, jamais admiti que, ao longo de uma discussão, se procurasse garantir vantagem exibindo a certidão de nascimento.” “Não importa a idade, mas sim a soberana competência do olhar, que sabe ver as realidades da vida, e a força de alma que é capaz de suportá-las e de elevar-se à altura delas.”

“É perfeitamente exato dizer - e toda experiência histórica o confirma - que não se teria jamais alcançado o possível, se não houvesse tentado o impossível.”

Max Weber

Forró..



Eu gosto dessa música, tá?! Qual é o problema? ;P

segunda-feira, 1 de junho de 2009