Mostrando postagens com marcador cheiro de livro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cheiro de livro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Cabana

(...)

"- Você é sábio em termos de amor verdadeiro, Mackenzie. Muitos acreditam que é o amor que cresce, mas é o conhecimento que cresce, e o amor simplesmente se expande pra contê-lo. O amor é simplesmente a pele do conhecimento."

(...)

William P. Young

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ciência e Política

“Pessoalmente, jamais admiti que, ao longo de uma discussão, se procurasse garantir vantagem exibindo a certidão de nascimento.” “Não importa a idade, mas sim a soberana competência do olhar, que sabe ver as realidades da vida, e a força de alma que é capaz de suportá-las e de elevar-se à altura delas.”

“É perfeitamente exato dizer - e toda experiência histórica o confirma - que não se teria jamais alcançado o possível, se não houvesse tentado o impossível.”

Max Weber

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A menina que roubava livros

"Saiu correndo e não tardou a se juntar a um time. Quando Liesel chegou ao alto da Rua Himmel, olhou para trás, bem a tempo de vê-lo parado em frente à baliza improvisada mais próxima. Estava acenando.
- Saukerl - riu a menina, e, ao levantar a mão, soube perfeitamente que, ao mesmo tempo, ele a chamava de Saumensch. Acho que isso é o máximo que as crianças de onze anos podem se aproximar do amor."

"- Você pode subir e me dizer como está o temppo?
Naturalmente, Liesel subiu a escada correndo. Parou perto da porta manchada de cuspe e se virou ali mesmo, observando o céu.
Ao voltar para o porão, contou-lhe:
- Hoje o céu está azul, Max, e tem uma nuvem grande e comprida, espichada feito uma corda. Na ponta dela, o sol parece um buraco amarelo...
Naquele momento, Max soube que só uma criança seria capaz de lhe fornecer um boletim meteorológico desses."

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira

Buddy: “A voz que se ouviu a seguir não foi a do Tenente, mas a minha. Estava com a boca seca, enquanto até minhas cuecas pareciam encharcadas de suor. Eu disse que estava me lixando para o que Sra Fedder tinha falado sobre o Seymour. Ou mesmo para o que qualquer profissional diletante ou amador idiota tivesse a falar sobre o assunto. Disse que, desde que o Seymour tinha dez anos de idade, todos os doutores bem pensantes e todos os lavadores de privadas públicas com pretensões intelectuais do país vinham dando palpites sobre ele. Podia ter sido diferente se Seymour fosse apenas um carinha metido com um QI nas nuvens. Disse que ele jamais havia sido exibicionista. Disse que nenhum filho-da-mãe, nenhum dos críticos e colunistas de quarta categoria que queriam se passar por condescendentes jamais entendeu o que ele realmente era. Um poeta, pelo o amor de Deus. É isso mesmo, um poeta! Embora nunca tenha escrito uma linha de poesia, ele transmitia poesia por todos os poros.”



Seymour : “Se ou quando eu começar a ir a um analista, eu espero ardentemente que ele tenha o bom senso de convidar um dermatologista para participar das consultas. Um especialista em mãos. Tenho cicatrizes nas minhas mãos por haver tocado em certas pessoas. Uma vez, no parque, quando Franny era ainda levada pra lá em um carrinho de bebê, passei a mão, por tempo demais, na penugem que cobria a cabeça dela. A outra vez aconteceu no cinema da rua 77, quando eu assistia com Zooey a um filme de terror. Ele tinha uns seis ou sete anos, e se enfiou embaixo da poltrona para não ver uma cena assustadora. Pus a mão na cabeça dele. Certas cabeças, certas cores e texturas de cabelo humano deixam marcas permanentes em mim. Outras coisas, também. A Charlotte uma vez fugiu de mim, quando saíamos do estúdio, e eu agarrei seu vestido para fazê-la parar, para mantê-la perto de mim. Um vestido amarelo de algodão que eu adorava por ser longo demais para ela. Eu ainda tenho uma marca amarelo-limão na palma da minha mão direita. Oh, Deus, se há algum termo clínico que me sirva, eu sou um tipo de paranóico ao contrário. Suspeito que as pessoas estejam sempre conspirando para me fazer feliz.”


J. D. Salinger